O ano da imperfeição



Eu não poderia ter escolhido um tema melhor do que esse para retomar as atividades por aqui. A verdade é que faz tempo, muito tempo, que penso e escrevo algo, então repenso e acabo deixando pra lá. É como se eu tivesse esquecido como se faz isso, mas na real eu só estava insegura e um pouco perdida, pois foi só identificar o grande sabotador da minha vida para as coisas voltarem a fluir. A questão é que eu sempre usei a desculpa de que “não ficou bom o suficiente” para deixar para depois. Eu estava buscando a perfeição. O texto perfeito, o vídeo perfeito, o dia perfeito... Mas olha só como a vida é, simplesmente não existe perfeição. Era só eu mesma me auto sabotando esse tempo todinho.

Então eu comecei a pensar: Se não existe perfeição, nós passamos a vida buscando uma mentira? Não sei quem inventou o conceito de perfeição, mas essa pessoa foi um(a) baita cretino(a). Na busca por essa coisinha impossível acabamos nos tornando pessoas frustradas e inseguras, com medo de nunca sermos bons o suficiente ou de sermos julgados por pessoas que também são imperfeitas. 

Eis que resolvi abraçar minha imperfeição. Vem cá querida! Mas não me entenda mal, abraçar a imperfeição não significa fazer as coisas de qualquer jeito ou me tornar desleixada, acomodada ou qualquer coisa que termine com ada. Para mim, abraçar a imperfeição é entender e aceitar que estamos fazendo o melhor que podemos, no momento que temos e com os recursos disponíveis. Esse texto vai ser o mais incrível que já escrevi? Certamente não, mas sei que escrevi de coração e estou tão, mas tão satisfeita com ele que da vontade de pendurar na parede só pra lembrar de como foi fácil fazer algo sem me cobrar tanto.

E, cá entre nós, a pressão pra atingir a perfeição EM TUDO é uma coisa bizarra de tão presente na nossa rotina, né? Seja na TV, nas revistas, nas redes sociais… É como se tivéssemos a obrigação de ter o corpo perfeito, o humor perfeito, a vida perfeita e enfim, tudo isso que eu tenho certeza que você já sabe.

Enfim, 2020 chegou e minha meta é ser totalmente imperfeita. Quero começar uma jornada livre, sem me preocupar com julgamentos, com as coisas inesperadas, com aquilo que não sai exatamente como eu gostaria (Um beijo mania de controle absoluto) e principalmente, quero me cobrar menos e poder viver sem pressão e sem culpa.

Isso faz sentido pra você também? Como você lida com as questões relacionadas a perfeição x imperfeição? Se você gostou desse tema vale a pena conferir o livro “A arte da imperfeição” de Brené Brown e o filme “Mulheres perfeitas” com Nicole Kidman, que é beeeem legal.


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