Comportamento

Não há nada de errado em querer ficar só

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Dias desses tive uma conversa que me levou a refletir sobre ficar só. Sempre fui do tipo que gosta de ficar em casa, que prefere mais filmes e menos festas, com poucos amigos e, admito, alguns problemas para socializar. A verdade é que não sou tímida, só não tenho paciência para ficar tentando conhecer novas pessoas. Não tenho lábia para conversa fiada, aquele papo de “quem é você?”, assim como não gosto da sensação de estar sendo julgada por desconhecidos, e não venha me dizer que estou enganada, mas toda vez que você conhece uma pessoa nova, você a julga e é julgado de acordo com as impressões desse primeiro encontro. 

Você deve estar pensando que sou uma pessoa solitária. Mas a verdade é que não sou. Tenho poucos bons amigos com quem posso falar sobre tudo, com quem tenho longas conversas diárias e que sabem tudo sobre mim. Tenho alguns conhecidos que sem dúvidas diriam sim a um convite para tomar um café ou fazer um passeio aleatório. Eu tenho opções. Muitas. Mas dentre todas essas opções de companhia, minha favorita continua sendo eu mesma.

Parece clichê dizer que “devemos aprender a ser nossa melhor companhia”, mas preciso contar pra você o quanto isso é libertador. Gostar de ficar só sem se sentir incomodado ou entediado é algo que de fato, muda nossa vida. E isso não significa que você tenha que se afastar de todas as pessoas, ou viver em uma caverna isolada do mundo. Não, muito pelo contrário. Você aprende a apreciar melhor as pessoas, a  diferenciar os bons amigos dos amigos, e os amigos dos conhecidos. Você aprende o quanto é bom ficar perto de quem te faz bem e acima de tudo, aprende que não precisa ter medo de se afastar de quem não faz. 


Quando você se torna seu próprio melhor amigo, descobre que não tem nada de errado em passar uma noite de sexta-feira sozinho no sofá, assistindo filmes, séries ou fazendo qualquer atividade que te de prazer. Claro, é muito bom ter com quem dividir a pipoca e fazer comentários, mas tudo bem querer a pipoca toda só pra você. Aliás, é muito relaxante fazer algo única e exclusivamente por você. Aprender a ficar só é um exercício de auto conhecimento, de amor próprio e de desapego que todo mundo deveria experimentar. Me desculpe Tom Jobim, mas é muito possível ser feliz sozinho.

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