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Niki leu: Proibido

14:14

Sinopse: Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade deuma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.

Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.

Eles são irmão e irmã.

Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.


Ok, primeiro passo para ler esse livro: Abrir a mente.

Foi o que precisei fazer.

Por algumas vezes, vi esse livro na livraria e devolvi depois de ler a sinopse, até que a curiosidade foi mais forte.

A temática por si é um tabu, incesto. Mas vamos combinar que depois de Game Of Thrones isso é fichinha... Esperei uma história tensa e focada nisso e, bem, foi o que tive.

É desolador, esmagador, me faz passar por uma montanha russa emocional, me revoltou, me emocionou e como se não bastasse, ao terminá-lo, tive aquele vazio interior, que só os livros mais intensos conseguem nos deixar.

A vida de Maya e Lochan não é fácil, com três irmãos mais novos e uma mãe relapsa, são eles que levam a família nas costas.  E o peso parece cada vez maior. A narrativa se divide no ponto de vista de cada um. Maya é alegre e positiva, facilmente gostável.

Lochan é seriamente perturbado, mas encantadoramente apaixonante. Não gosta de ser tocado por estranhos, não consegue falar em público e vive em um estado de constante tensão, com a sanidade parecendo pronta a se romper a qualquer momento. Ele é responsável e devotado a família, sempre se pondo em último lugar.

A questão é que eles sempre foram um time. Um vive para o outro, um ser único dividido. No início da história, eles de fatos são apenas irmãos, porém, com o passar do tempo, ambos vão descobrindo sentimentos que já estavam lá, mas nunca foram explorados.

Nenhum dos dois consegue se relacionar com outras pessoas ou mesmo se sentir atraído por outro alguém, até que Maya se torna alvo de um dos caras mais legais do colégio. O problema é que ele não parece muito comparado ao Lochan.  O irmão por outro lado, se dá conta de que o seu ciúme não é apenas fraternal.

E então, em uma noite, com um confronto e um beijo, os verdadeiros sentimentos são expostos.

Não é estranho, não mesmo. A descoberta é tão natural que nós, como leitores, nos pegamos vibrando e torcendo.  

O problema é que isso ainda é “errado”, é um crime, aliás, por isso, precisam manter um romance escondido. O clima de densidade existe do início ao fim, a história nunca se torna leve, nunca é um “romance florzinha”. Mas do meio em diante, com esse romance revelado, a sensação de ler esse livro é como andar sozinho a noite em um lugar perigoso, você fica de sobreaviso, sem pensar em outra coisa e só quer chegar logo ao fim.

Eu amei, o final não foi o que eu esperava e me deixou abalada por um bom tempo, mas mesmo assim, o livro é fascinante.



Título: Proibido
Autora: Tabitha Suzuma
Editora: Valentina

Páginas: 304

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