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Niki leu: Belleville

13:25

Sinopse:  Se pudesse, Lucius aterrissaria em 1964 para ajudar Anabelle a realizar o grande sonho do seu falecido pai. De quebra, ajudaria a moça a enfrentar alguns problemas muito difíceis, entre eles resistir à violência do seu tio Lino. Claro que conhecer de perto os lindos olhos verdes que ele viu no retrato não seria nenhum sacrifício. Sem conseguir explicar o que está acontecendo, Lucius inicia uma intensa troca de correspondência com a antiga moradora da casa para onde se mudou. Uma relação que começa com desconfiança, passa pelo carinho e evolui para uma irresistível paixão - e para um pedido de socorro.

O começo foi morno. Conhecemos Lucius, universitário de matemática que devido á sues recursos limitados passa a morar em uma casa no mínimo deteriorada em uma nova cidade.

Luicius é o típico cara intelectual que nunca seria popular. Logo no seu primeiro dia na universidade, já lemos sobre uma cena típica americana de valentões contra nerds que achei um tanto desnecessária e irreal. Ainda não tinha me empolgado muito, mas continuei. As coisas mudam quando ele encontra uma carta de Anabelle.

Cinquenta anos atrás, Anabelle vivia naquela casa, e seu maior sonho era ver construída a Montanha Russa de seu pai, que seria chamada de Belleville, referência a uma das montanhas russas mais famosas do mundo. O problema era que aquele não parecia ser um projeto possível. Percebendo isso ela escreve ao futuro proprietário na esperança de que ele prossiga com o seu sonho. Órfã e sem condições de sobreviver, Anabelle foi obrigada a utilizar de meios um tanto questionáveis para viver, como o roubo. Porém, ao ver a queda de sua inocência e todo o desespero eu a sua vida se torna, nos apagamos a ela e nos tornamos defensoras da mulher.

A história ganha temperatura a partir do momento em que ela e Lucius passam a se comunicar.

Ao ler a carta endereçada ao novo proprietário da casa pedindo quem ele desse seguimento ao projeto da montanha russa, Lucius se sensibiliza, sendo pela beleza da foto da Anabelle ou pelas palavras escritas. Sabendo que não teria condições de seguir com a construção, eleescreve uma nova carta ao novo proprietário, mas quem recebe a carta é Anabelle!

Passamos então a acompanhar o surgimento de um possível romance, em que o maior obstáculo é justamente o tempo. Através de cartas trocadas, vamos conhecendo mais as personagens e ainda que a montanha russa seja essencial, sendo a conexão de tudo, é nas pessoas que somos focados.

Confesso que tive um pouco de dificuldades para assimilar essa parte. Por mais que eu ame um romance impossível, essa questão do “tempo” sempre me parece intransponível. Então, ao mesmo tempo em que queria torcer, ficava com um pé atrás pensando “não se empolga, não tem jeito de eles ficarem juntos no final...”.

Mas a história é tão boa e bem escrita, que pouco a pouco meus pensamentos racionais foram me deixando enquanto a leitura me envolvia.

O livro é incrível, bem estruturado e sem as milhares de pontas soltas que qualquer outro autor menos capaz poderia ter deixado se tratando de uma história de viagens no tempo.



Título: Belleville
Autor: Felipe Colbert
Editor: Novo Conceito
Páginas: 301


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