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Niki leu: Cidades de Papel

22:10

Sinopse:  Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.


John Green é John Green.  Ainda que a história não me atraia muito, tem algo em sua escrita que faz achar seus livros irresistíveis.

Mais do que tudo, Cidade de Papel (pelo menos na minha concepção), é um livro sobre sensações. Não é uma história épica, nem tem seus momentos de sentimentalismo, mas  a cada capítulo nos sentimos diferentes. Em poucas páginas vamos do marasmo  ao sufocamento e, então vem uma lufada de ar e respiramos novamente. O que de modo algum é uma crítica negativa. A partir do momento em que você se entrega ao livro é recompensado pelas mais variadas emoções. Algumas boas, como quando nos sentimos como detetives realizados, e outras tão melancólicas que a esperança parece utópica.

Assim como na maioria dos livros do autor, temos um protagonista absolutamente comum e por isso tão identificável e carismático, “the boy next door”, sabe? Ele esteve sempre ali e ninguém reparou, até que um dia as coisas mudam. Sua vizinha - por quem sempre esteve apaixonado - aparece de repente com um plano maluco e o então sempre comportado Q passa a fazer parte de uma série de atos vingativos.

Não estamos falando de “V de Vingança” nem nada do tipo, é mais algo como “A vingança dos nerds”, muito divertido e de certa forma inocente. Q se sente vivo e mais do que nunca quer saber mais sobre Margo.

Até que no dia seguinte, ela some.

E é aí que o livro começa, Margo é muito mais do que a rainha do colégio, ela é uma pessoa real, com ideias diferentes e uma mente completamente imprevisível e é atrás dessa garota que ele começa a correr atrás.

Q e seus amigos (eu sempre amo os amigos dos protagonistas!) tornam-se verdadeiros investigadores para descobrir o paradeiro de Margo, que aparentemente quer ser encontrada e por isso deixou pistas para tal.

Não posso deixar de mencionar que o livro parece em muitas passagens com o “Quem é você, Alasca?”, as personagens possuem personalidades muito similares, além disso o próprio desaparecimento da Margo me lembrou do acidente da Alasca, assim como a necessidade do protagonista de descobrir a verdade.

O livro me surpreendeu muito, o que eu achei que seria um romance clean, com um toquezinho de melancolia, como estou acostumada nas obras do JG, se transformou num suspense, ainda que leve. Nos juntamos à Q em sua busca pelas respostas e a cada pista deixada para trás por Margo, mil teorias vêm a nossa mente.

Cidades de Papel nos faz pensar de verdade. Sobre o que estamos fazendo, o quanto o futuro é real ou mesmo se não estamos vivendo a Cidade de Papel.



Título:  Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrinseca

Páginas: 368

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