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Stephanie leu: Charlotte Street

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Sinopse: Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam...












Este é certamente um dos livros mais leves que já li. E minha intenção era essa, mesmo. Ler um livro bem leve. A capa é interessante, a sinopse é interessante, parecia uma boa aposta.
Jason é professor e jornalista. Tem 32 anos de idade e mora com seu amigo Dev num apartamento em cima de uma loja de videogames bem caidinha. Jason é também narrador da história e ele possui ironia e sarcasmo, o que rende boas risadas. Infelizmente, porém, ele pensa demais. Quero dizer, muito do livro é composto de pensamentos, comentários, devaneios, blá, blá, blá. E a emoção deixa a gente aguardando. Na expectativa.

Não pretendo revelar demais, mas é necessário dizer que o ponto vermelho no fundo branco é um momento na Charlotte Street em que Jason avista uma garota cheia de sacolas com problemas em entrar num táxi e resolve ajudá-la. Ela é bonita, é claro. Quase tarde demais, ele nota em sua mão uma câmera fotográfica descartável que a garota, sem saber, deixou para trás. Ainda que seja apenas quase tarde demais, ele a deixa ir. Não conseguindo parar de pensar nela com, pelo menos, curiosidade, ele “vai atrás dela”. Isso é tudo o que vou revelar, embora eu precise confessar que não há muito mais que ser dito.

Com isso, digo que o enredo é, em minha opinião, um tanto pobre, embora a narrativa esteja repleta de inteligência. Pense em um adulto de 32 anos cheio de pensamentos irônicos e um tanto infantis que auxilia uma desconhecida a entrar num táxi, o que dura, eu imagino, cerca de 1 minuto e meio, e decide, após dar-se conta de uma câmera fotográfica descartável, ficar meio que obsecado e tudo mais. Na narrativa, nota-se a esperança que ele possui de 1 minuto e meio de nada dar em alguma coisa. Me parece um mau agouro, logo de cara. Mas decidi continuar, já que a expectativa sempre me fala mais alto.

Quanto aos outros personagens, para não revelar demais, afirmo apenas que não possuem muita personalidade e, como se não bastasse, podemos enxerga-los do ponto de vista de Jason, o qual não é lá muito confiável. Temos sua chefe, Zoe, sua ex-namorada, Sarah, a qual casou-se com Gary e muito mais. Poderia realmente significar muito. Mas não.

Já me diverti muito com esse tipo de leitura, mas, infelizmente, é um dos piores livros do gênero que eu já li. O único ponto forte, que é o humor e a inteligência inseridos em cada página (através das palavras de Jason), os quais, de início, são absolutamente agradáveis, começam a ficar cansativos por causa do desejo crescente e insaciado por alguma emoção, a qual permaneceu, lamentavelmente, inexistente. O problema é que esse livro prometia uma divertida história de amor. Mas se você está procurando por uma, essa obra talvez não seja uma boa escolha.






Título: Charlotte Street
Autor: Danny Wallace
Editora: Novo Conceito
Páginas: 399


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